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segunda, 24 de dezembro de 2018
APÓS TRÊS ANOS, VAREJO ABRIU MAIS LOJAS DO QUE FECHOU

Expectativa do setor é que o ano termine com um saldo de sete mil novos estabelecimentos

 

Fonte: Por Estadão Conteúdo / Diário do Comércio

Foto: Imagem Ilustrativa / Reprodução blog.quantosobra.com.br

Neste ano, pela primeira vez desde o início da crise, o varejo abriu mais lojas do que fechou no País.

Até outubro, entre abertura e fechamento de pontos de venda, seis mil unidades foram inauguradas e a expectativa do setor é que o ano termine com um saldo de sete mil novos estabelecimentos.

Os números demonstram uma retomada do varejo, ainda que lenta e insuficiente para compensar o estrago dos anos de recessão.

Entre 2015 e 2017, 223 mil lojas fecharam as portas. 

O movimento de expansão do comércio foi captado por um estudo feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O levantamento indica que 2018 será o melhor ano para o setor desde 2013, quando o varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 3,6% e registrou a abertura de 36,3 mil lojas, antes de mergulhar na crise.

“A recuperação, neste ano, no entanto, tem sido gradual”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

Um sinal disso é que mais da metade das aberturas de lojas está concentrada em redes que vendem itens de primeira necessidade, como supermercados e farmácias.

A greve dos caminhoneiros, em maio, e a corrida eleitoral, no segundo semestre, abalaram a confiança de empresários e consumidores e tornaram mais lenta a retomada de todos os setores da economia, incluindo o varejo.

A definição das eleições, segundo Bentes, melhorou as perspectivas.

Assim, a retomada vista neste ano reflete o crescimento de 4% do varejo, no ano passado, e de 5,3% até outubro.

Com o início de um novo ciclo de crescimento econômico que se desenha, a expectativa para o ano que vem é de que o saldo de novas lojas mais que dobre em relação ao resultado deste ano.

Nos cálculos da Confederação Nacional do Comércio (CNC), entre aberturas e fechamentos, até 15 mil novos pontos de venda devem entrar em operação em 2019.

Para projetar esse número, o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, considerou a melhora da confiança dos empresários do setor e a perspectiva de um crescimento maior do faturamento do comércio em 2019.

 

As vendas do varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, deve crescer 5,2% em 2019, ante 4,5% este ano. Até outubro o avanço foi de 5,3%.

Pesquisa nacional feita recentemente pela CNC, com seis mil empresários do setor, mostra que 42% dos varejistas estavam dispostos a investir no seu próprio negócio.

Isso significa ampliar lojas ou abrir filiais. No final de 2017, a mesma enquete indicou que 38% pretendiam fazer expansões.

Essa maior disposição para ampliar o próprio negócio é confirmada pelo Ibope Inteligência.

A consultoria registrou neste ano, especialmente a partir do segundo semestre, crescimento de 67% na procura por pesquisas que identifiquem os melhores mercados e os pontos com maior potencial de faturamento para decidir onde as novas lojas serão abertas.

“Temos a impressão de que os empresários do varejo vão pisar no acelerador”, diz Fábio Caldas, diretor de shoppings e varejo do Ibope.

Além do aumento da demanda por estudos de geolocalização das lojas, Caldas aponta que o aquecimento do varejo é nítido.

E isso sustenta, na sua opinião, a retomada dos investimentos em expansão.

Em novembro, pelo quarto mês seguido, o fluxo de consumidores nos shoppings cresceu 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado, depois de ter ficado no vermelho entre maio e julho. Os dados são do Iflux, indicador apurado pela consultoria em parceria com a Mais Fluxo.

Outro fator que impulsiona as decisões de investimento neste momento são as despesas do setor, que ainda continuam num patamar mais baixo, como os aluguéis comerciais.

“Para os varejistas que estão com capital, a oportunidade é agora”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, vislumbrando o crescimento mais forte da economia em 2019.

Devido ao grande volume de espaços vagos nos shoppings, a negociações estão mais favoráveis aos lojistas. É possível obter descontos na locação e prazos maiores de carência, explica Sahyoun.

Fonte: Diário do Comércio