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Previdência

quinta, 09 de maio de 2019
15% DOS MAIS RICOS ACUMULAM 47% DA RENDA PREVIDENCIÁRIA

Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho, também afirmou que queda de investimentos é consequência da deterioração das contas públicas

 

Fonte: Por Estadão Conteúdo / Diário do Comércio / dcomercio. Com.br

Foto: Imagem Ilustrativa (crédito: Thinkstock)

 

Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho, defendeu, nesta quarta-feira, 8 de maio, que a reestruturação do sistema previdenciário brasileiro interessa aos mais pobres, aos mais necessitados.

Hoje, segundo ele, o sistema atual é insustentável e injusto porque 15% dos mais ricos acumulam 47% da renda previdenciária.

Marinho citou a queda nos investimentos públicos como consequência da deterioração das contas públicas, diante do déficit crescente na Previdência.

Neste ano, os investimentos públicos devem ficar em torno de R$ 35 bilhões.

"Quem mora em qualquer cidade do Brasil sabe como está ruim a saúde pública. Os Estados estão premidos e asfixiados em seus recursos. A situação nos orçamentos públicos impede que haja investimentos em saúde e educação", afirmou Marinho.

Ele disse ainda que, entre crianças de zero a 14 anos, 12,5% vivem em situação de extrema pobreza - porcentual que é de apenas 1,7% na população idosa.

Para o secretário, o dado ilustra que as crianças são as mais vulneráveis, mas recebem menos atenção na distribuição dos recursos.

O secretário voltou a citar o estudo do governo que mostra que o atual sistema é "fortemente subsidiado", além de ser direcionado a quem já ganha mais.

Segundo ele, essas pessoas é que estão na mira do governo com a reforma, que pretende cobrar alíquotas maiores de quem ganha mais, além de endurecer as regras.

De acordo com o estudo, quem se aposenta com um salário mínimo recebe hoje um subsídio de R$ 152,9 mil em sua aposentadoria (o quanto o governo precisa aportar acima das contribuições recolhidas do trabalhador e do empregador).

Com a reforma, esse subsídio cresce a R$ 153,9 mil.

No caso de servidores públicos com salário acima de R$ 25 mil, o subsídio hoje é de R$ 4,5 milhões, mas cairá a R$ 1,6 milhão com a reforma.

O secretário argumentou ainda que, mesmo com as novas regras de cálculo de benefícios, a taxa de reposição sobre o salário deve ficar entre 60% e 80%, acima de muitos países na América Latina.

A proposta do governo assegura o pagamento de ao menos um salário mínimo.

Acima disso, a regra dá 60% da média aos 20 anos de contribuição e mais 2 pontos porcentuais para cada ano adicional.

Marinho ressaltou ainda que está havendo diminuição da taxa de fecundidade no País, enquanto o brasileiro está vivendo mais. "Temos um duplo problema", alertou, defendendo a aprovação da reforma.

Fonte: Diário do Comércio