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quinta, 16 de maio de 2019
TODO CUIDADO É POUCO COM A VITRINE, ESSA VENDEDORA SILENCIOSA

85% das vendas registradas em lojas físicas começam pelas vitrine. O papel das vitrines vai muito além da exposição de mercadorias

 

Fonte: por Mariana Missiaggia / Diário do Comércio / dcomercio.com.br

Foto: Imagem Ilustrativa (reprodução: portalcursos.com.br)

 

Conhecidas como comissão de frente do varejo e vendedora silenciosa, as vitrines servem ao varejo desde o final do século 19, quando a indústria conseguiu produzir as primeiras vidraças de grandes proporções.

Foram elas que durante décadas anunciaram as novidades comerciais, os lançamentos, as trocas de estações, as promoções e construíam as referências do varejo seja lá qual fosse a categoria.

Aos poucos, foram ganhando novos recursos visuais, novos formatos, cores, componentes e itens decorativos, que acabaram por potencializar seu papel nas vendas.

Hoje, a função das vitrines vai muito além da exposição de mercadorias e está muito mais relacionado à estratégia de construção de uma marca. Uma narrativa visual que imprime propósito, valor e relacionamento com o consumidor.

 

O Primeiro Vendedor da Loja

A vitrine é o primeiro ponto de contato entre a marca e o cliente. Estudos mostram que são apenas três segundos para conseguir a atenção de quem passa na frente da loja e por essa razão é chamada por muitos de vendedor silencioso.

As posições de cada manequim, os diferentes materiais e acabamentos, o torneamento dos músculos, a quantidade de detalhes, a possibilidade de usar diferentes estilos de perucas e maquiagem permitem que cada vitrine transmita a cara de determinada marca.

Mas, o que, de fato, pode ser feito para uma vitrine ser atraente? Como convencer o consumidor, mesmo com a renda comprometida, a ver de perto o conteúdo da loja?

Durante a recente Retail Conference, promovida pela Associação Comercial e Industrial de Campinas, Marco Andrade, CEO da Expor Manequins Experts e Julio Takano, especialista em projetos para varejo, falaram sobre a importância do Visual Merchandising para o comércio.

De acordo com Andrade, 85% das vendas registradas em lojas físicas começam pelas vitrines.

Portanto, é fundamental delimitar bem o objetivo de cada uma delas: mostrar uma nova coleção? Comunicar uma liquidação? Criar uma ambientação de posicionamento da marca? Incrementar a venda de um determinado produto?

Tudo precisa ser bem pensado para que os olhares dos clientes enxerguem exatamente o que a marca deseja transmitir.

Para Takano, repaginar a vitrine é a primeira oportunidade para as marcas reinventarem seu ponto de venda para acompanhar o novo comportamento de consumo.

Outra dica dos especialistas para despertar interesse nos consumidores é deixar a vitrine ser guiada pelo propósito da marca.

Em voga, o termo tem sido associado ao varejo e cada vez mais os consumidores querem entender porquê e para que cada marca foi criada e isso, além de um tema para a vitrine, pode ser um diferencial diante da concorrência.

Não precisa ser nada sofisticado, o importante é que a composição do cenário e os produtos expostos tenham uma conexão com a proposta da marca.

"É preciso contar uma história", diz Andrade.

Além de quantificar o fluxo de consumidores que entraram na loja estimulados pela vitrine, Andrade diz que há outras maneiras de verificar se ela está realmente tendo o resultado esperado.

Uma delas é a taxa de conversão em vendas.

Um jeito simples de realizar esse tipo de monitoramento é fazer um levantamento diário para acompanhar as vendas dos itens em exposição.

Se estes produtos começaram a ter mais saída, é um bom indicador de que a sua vitrine está funcionando.

Do contrário, algo está errado.

Certifique-se de que não há erros na montagem da vitrine, reformule a concepção dos manequins e continue medindo os resultados. Entretanto, nem sempre a saída dos produtos expostos se dá por influência direta da vitrine.

Nesse total incluem-se clientes que compraram um item da vitrine, mas que chegaram à loja depois de ver um anúncio ou por indicação de amigos, por exemplo.

 

Aproveite Todo e Qualquer Momento

Com a vitrine à disposição, além de um profissional e algumas técnicas é preciso também ter muita criatividade.

Fonte: Diário do Comércio