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sexta, 24 de maio de 2019
REFORMA DA PREVIDÊNCIA SAI EM 90 DIAS, DIZ GUEDES, EM EVENTO DA FACESP

O ministro da Economia fez palestra em cerimônia de posse de Alfredo Cotait Neto no comando da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo

 

Fonte: Diário do Comércio / dcomercio.com.br

Foto: Reprodução dcomercio.com.br

 

O ministro da Economia Paulo Guedes disse estar convicto de que a reforma da Previdência será aprovada no máximo em 90 dias.

Segundo afirmou, longe do burburinho diário que sinalizaria para a falta de apoio político à reforma, nos corredores do Congresso já haveria entendimento sobre a importância das mudanças no sistema previdenciário.

“O que sinto no Congresso é que existe colaboração, que a classe política está sensível ao nosso projeto. Sabem que, aprovada a Previdência, entraremos em um rumo positivo na economia”, disse o ministro, que participou, na quinta-feira 23 de maio, da cerimônia de posse do empresário Alfredo Cotait Neto, à frente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), juntamente com a diretoria e vices regionais, no clube Monte Líbano, em São Paulo.

Segundo Guedes, existe sintonia entre o legislativo e o governo federal.

O ministrou considerou positivo o fato de deputados darem encaminhamento a reformas paralelas às do governo, para a Previdência e o sistema tributário.

“Não vejo como provocação, porque teve conversa com o governo. Essa competição é saudável e, no final, as propostas irão convergir".

Tanto a reforma da Previdência, como a tributária, foram apontadas pelo novo presidente da Facesp como prioridades para a transição do país de um modelo de dependência do Estado para uma economia liberal - mudança de paradigma que coloca o setor privado como principal agente do desenvolvimento.

Para Cotait, a reforma da Previdência representa importante sinalização do empenho na busca do equilíbrio fiscal, o que devolverá a credibilidade necessária para que os investimentos externos, que hoje estão em compasso de espera, retornem ao Brasil.

Quanto à reforma tributária, disse ser necessária para promover uma necessária simplificação dos impostos para reduzir a burocracia que onera as empresas.

"Em complemento, defendemos a desoneração da folha de pagamentos para aumentar a competitividade, reduzir a informalidade com a geração de emprego”, afirmou o empresário.

"Nosso poder de mobilização é a nossa força", disse Cotait ao se dirigir a Guedes, acrescentando que as 400 associações comerciais do Estado de São Paulo somam mais de 280 mil voluntários prontos para ajudá-lo e apoiá-lo, ocupando as galerias, visitando os parlamentares em seus gabinetes, e de forma ordeira e organizada contribuir para a aprovação das reformas.

Em seu discurso de posse, Cotait, que sucede a Alencar Burti na presidência da Facesp, enfatizou também que o impacto do processo recessivo ainda se faz sentir, especialmente sobre as micro e pequenas empresas, atingidas pela queda das vendas, a burocracia, as dificuldades na obtenção de crédito e pelas altas taxas de juros, que superam em muito a rentabilidade de qualquer negócio.

"O Brasil tem pressa. Os milhões de desempregados, os desalentados, os jovens que buscam o primeiro emprego têm pressa. É preciso reduzir a incerteza que paralisa a economia. As reformas são necessárias, mas também urgentes”, destacou.

Cotait pontuou, igualmente, avanços recentes, representados pela reforma trabalhista, a Medida Provisória da Liberdade Econômica, a aprovação do Cadastro Positivo e da Empresa Simples de Crédito.

O ministro da Economia disse que o Brasil se encontra em um grande “buraco fiscal”, sendo que os prefeitos e governadores e até ministérios estão na beira desse buraco, prestes a cair.

“Com a Previdência, que permitirá economia de R$ 1 trilhão, teremos mais 10, até 20 anos de estabilidade fiscal”, afirmou.

 

Pacto Federativo

Na esteira da Previdência, o ministro falou da necessidade de um pacto federativo que descentralize a arrecadação e ajude a salvar as finanças de estados e municípios.

“Hoje, 75% dos recursos vão para a União e nós queremos inverter isso. O governo federal não é um bom curador desses recursos”, disse.

Segundo ele, uma das propostas é direcionar 70% dos recursos do Pré-Sal para os estados.

O ministro voltou a defender as privatizações, por meio das quais se conseguiria também chegar ao que vem chamando de “choque de energia barata”.

Guedes Propõe a quebra dos monopólios estatais na exploração e distribuição do gás natural.

“Vamos abrir isso para investimentos privados. Em 2 a 3 anos o gás vai chegar pela metade do preço para a baixa renda”, disse.

 

Investimentos Externos

O ministro buscou tranquilizar os cerca de 1,7 mil empresários presentes ao evento, informando que pretende abrir o país aos investimentos estrangeiros de maneira gradual.

“Vamos abrir o mercado aos poucos, depois das simplificações, porque hoje não tem como o empresário brasileiro competir com um chinês, pois está com uma bola de ferro de impostos e juros amarrada ao pé”, disse o ministro.

Fonte: Diário do Comércio